Catedral Imperial: 13 curiosidades e fatos

Catedral Imperial e a fascinante viagem cultural

Você sabia que a Catedral Imperial, em Petrópolis, guarda um verdadeiro tesouro de histórias fascinantes?

Entretanto, como um dos principais cartões-postais da cidade, o templo católico recebe anualmente cerca de 300 mil visitantes e atrai turistas de várias partes do mundo.

Deste modo, a Catedral São Pedro de Alcântara, também conhecida como Catedral Imperial, faz parte do Circuito Religioso de Petrópolis e oferece ao público uma rica experiência cultural e espiritual.

Interior da Catedral São Pedro de Alcântara / Foto: André Carvalho

1. Arquitetura Neogótica

A Catedral São Pedro de Alcântara, antes de mais nada, revela-se como uma magnífica obra em cantaria de granito, exibindo uma imponente fachada em estilo neogótico francês do século XVIII.

Deste modo, D. Pedro II encomendou o extraordinário templo católico, que reflete a grandiosidade e a sofisticação arquitetônica de sua época.

2. Início da Construção

O trabalho de construção da Catedral de Imperial começou em 1876 e, de acordo com dados históricos, levou 93 anos para ser concluído, sendo realizado em várias etapas devidos as interrupções ocorridas.

Portanto, somente em 1970, o relatório final da obra foi apresentado, marcando o término de um projeto monumental.

3. Inspiração Europeia

A catedral chama a atenção por sua imponência, pois possui dimensões impressionantes, com 70 metros de comprimento, 22 de largura e uma altura de 19 metros nas naves.

Deste modo, essas proporções grandiosas têm inspiração na construção europeia.

Fachada da Catedral Imperial em Petrópolis
Fachada da Catedral Imperial / Foto: Mario Brandão

4. Fachada da Catedral Imperial

Primeiramente, a Catedral de Petrópolis exibe um portal com múltiplas arquivoltas em forma de arcos apontados, que se destacam na fachada principal da igreja.

Em segundo lugar, o tímpano abriga um Calvário, no qual se veem Cristo Crucificado, a Virgem Maria e São José, compondo uma cena de grande expressão religiosa e simbólica.

E, para finalizar, as estátuas dos quatro evangelistas — São Marcos, São Lucas, São João e São Mateus — coroam o topo da fachada, reforçando a imponência do conjunto arquitetônico.

Complementando toda essa majestade, uma bela rosácea central emoldura a entrada principal, captando a luz de forma magistral e ampliando a sensação de grandiosidade.

5. Vitrais

No interior da Catedral Imperial, os vitrais chamam imediatamente a atenção dos visitantes, pois representam um dos maiores encantos do templo religioso.

Deste modo, as peças retratam santos, Cristo e a Sagrada Família, com a maioria datando da década de 1930. O renomado artista plástico italiano Carlos Oswald criou esses vitrais, imprimindo neles seu talento e sua sensibilidade espiritual.

Além disso, Oswald também finalizou o desenho do Monumento ao Cristo Redentor, o que aumenta ainda mais o prestígio artístico de suas obras dentro da Catedral Imperial.

Por outro lado, o templo abriga 38 vitrais no total, e cada um deles contribui de forma singular para a beleza, a luz e a profundidade espiritual do ambiente.

Além disso, as esculturas criadas por Adão Bordignon, por volta de 1935, completam a decoração interna com detalhes minuciosos e um toque de elegância que impressiona.

A Catedral Imperial de Petrópolis possui 38 vitrais
Ao todo, a Catedral Imperial possui 38 vitrais / Foto: Fábio Lessa

6. Altar-Mor

O altar principal da Catedral de Petrópolis exibe um revestimento em pedra de Lioz portuguesa, reconhecida por sua resistência e aparência elegante.

Assim, o uso desse material, presente em diversos monumentos históricos, reforça a nobreza e a durabilidade do espaço sagrado, além de valorizar a tradição arquitetônica europeia.

Além disso, o brilho natural da pedra reflete a luz dos vitrais, criando uma atmosfera acolhedora e espiritualmente envolvente durante as celebrações.

Por outro lado, no deambulatório, os visitantes podem apreciar uma imponente estátua de São Pedro de Alcântara, esculpida em mármore de Carrara pelo artista Jean Magrou por volta de 1925.

Desse modo, a obra confere ao ambiente um toque de solenidade e delicadeza, simbolizando a fé e a devoção do padroeiro do Brasil Imperial.

Além do mais, essa escultura complementa a majestade do altar e atrai a atenção e a curiosidade dos visitantes da catedral.

Altar da Catedral Imperial de Petrópolis. Foto: José Renato Cordeiro
Altar da Catedral Imperial / Foto: José Renato Cordeiro

7. Órgão de Tubos

O órgão de 2.227 tubos da Catedral São Pedro de Alcântara representa um dos maiores tesouros musicais do templo e encanta visitantes e fiéis pela força de seu som e pela beleza de sua estrutura.

Até hoje, o instrumento acompanha cerimônias e concertos especiais, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e reafirma o valor artístico e histórico do local.

Além disso, o órgão foi construído e instalado pelo organeiro Guilherme Berner, e Antônio Silva o inaugurou oficialmente em 31 de janeiro de 1937, marcando uma data importante para a história musical de Petrópolis.

Desde então, o instrumento ocupa papel essencial nas celebrações e eventos da catedral, enriquecendo cada apresentação com um som profundo e imponente.

Por outro lado, sua manutenção constante garante que a sonoridade permaneça fiel ao projeto original, preservando o esplendor e a autenticidade de um dos mais belos órgãos do país.

Órgão de Tubo da Catedral São Pedro de Alcântara
Órgão de Tubos / Foto: Juan Arista

8. Torre 

O órgão de 2.227 tubos da Catedral São Pedro de Alcântara é, sem dúvida, um dos principais atrativos do templo. Até hoje, o imponente instrumento continua a ser utilizado em cerimônias e concertos especiais, destacando-se pela sua grandiosidade e qualidade sonora.

Por outro lado, o órgão foi construído e instalado pelo organeiro Guilherme Berner e foi oficialmente inaugurado em 31 de janeiro de 1937 por Antônio Silva.

Desde então, tem sido um elemento essencial nas celebrações e eventos da catedral, enriquecendo a experiência cultural e religiosa dos visitantes.

Torre da Catedral Imperial em Petrópolis
Torre da Catedral / Foto Abel Abay

9. Túmulo Imperial

O Mausoléu Imperial está situado em uma capela à direita da entrada principal da Catedral São Pedro de Alcântara, ou Catedral Imperial, em Petrópolis.

Inaugurado em 1939 pelo presidente Getúlio Vargas, o espaço se destaca por sua importância histórica e cultural.

Com isso, o mausoléu passou a abrigar os restos mortais de figuras proeminentes da monarquia brasileira, incluindo Dom Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu

Assim, o local se tornou um ponto de grande relevância histórica e turística, atraindo visitantes interessados na herança imperial do Brasil.

Mausoléu Imperial / Foto: Juarez Vasconcelos

10. Poemas de D. Pedro II

As janelas do Mausoléu Imperial revelam um detalhe fascinante: vitrais coloridos que exibem poemas compostos por D. Pedro II durante seu período de exílio.

Esses vitrais não apenas embelezam o espaço, mas também transmitem a profunda saudade que o Imperador sentia de seu país natal.

Por meio de seus versos, D. Pedro II expressa a melancolia e o desejo de retorno, oferecendo aos visitantes um vislumbre emocional da sua experiência longe de sua terra.

Portanto, os poemas se tornam uma poderosa conexão entre o passado e o presente, enriquecendo a visita ao mausoléu.

11. Relíquias sagradas

O altar da capela se destaca pela sua imponência, sendo inteiramente esculpido em mármore e embelezado com uma majestosa cruz de granito originária da Tijuca.

Este detalhe não apenas confere um aspecto grandioso ao espaço, mas também simboliza uma conexão profunda com a tradição e a história.

Além disso, o altar abriga relíquias sagradas de São Magno, Santa Aurélia e Santa Tecla. Estas preciosas relíquias foram cuidadosamente transportadas de Roma pelo Cardeal Dom Sebastião Leme, conferindo assim um valor espiritual adicional à catedral.

Com isso, cada elemento do altar contribui para uma experiência de reverência e significado, oferecendo aos visitantes uma oportunidade única de se conectar com a herança religiosa e cultural do local.

12. Patrimônio Cultural

Finalmente, em 1980, a Catedral São Pedro de Alcântara, conhecida como Catedral Imperial de Petrópolis, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Este reconhecimento assegura sua preservação como um valioso patrimônio cultural brasileiro. 

Consequentemente, suas histórias e belezas continuarão a ser admiradas por futuras gerações, perpetuando seu legado e importância histórica.

São Pedro de Alcântara / Foto: Leonardo Parma

13. Catedral Imperial e seu padroeiro

São Pedro de Alcântara, venerado como protetor da monarquia, é o padroeiro da catedral que leva seu nome.

Instituído por D. Pedro I como patrono do Império Brasileiro, São Pedro de Alcântara não apenas simboliza a ligação espiritual com a antiga monarquia, mas também reforça a importância histórica da catedral no cenário religioso e cultural do país.

Essa devoção, portanto, fortalece a conexão entre a igreja e a história imperial brasileira, sublinhando seu papel significativo na preservação da memória cultural do Brasil.

Nesse sentido, a festa em honra ao santo é celebrada anualmente no dia 19 de outubro, sendo feriado municipal em Petrópolis.

Finalizando, é essencial destacar que São Pedro de Alcântara não deve ser confundido com São Pedro Apóstolo, cuja celebração ocorre em 29 de junho, refletindo diferentes aspectos da tradição cristã.

Se liga!

Catedral São Pedro de Alcântara (Catedral Imperial)

Endereço: Rua São Pedro de Alcântara, 60 – Centro, Petrópolis (RJ)

Telefone: (24) 2242-4300

Visitação: diariamente, das 8h às 18h

Entrada: gratuita